Eu Aprendi Amar - CAPÍTULO 1


Não me considero uma universitária, acho que sou mais uma adolescente procurando aventuras. Gosto da vida na faculdade, mas gosto mais das festas do final de semana, do barzinho com os amigos. Estou em um nesse momento, com um copo de cerveja. Parece patético, né? Mas amo essa bebida. Karen é minha melhor amiga e sempre está comigo, exceto hoje, porque é seu aniversário de um ano de namoro, e resolveu sair para comemorar com seu namorado. Que besteira essa de amor.
Sinto meus pensamentos alterados e o local parece distante, como se eu não estivesse presente de verdade. Levanto-me e me despeço dos meus amigos, por sorte, o edifício onde moro é no final do quarteirão então posso ir a pé até lá.  O clima está frio, mas tento ignorar o máximo possível já que não trouxe nenhuma blusa. Estou quase chegando a meu apartamento, caminho olhando para o chão e ele parece se movimentar junto com meus pés, como se eu estivesse em uma esteira, sinto meu corpo estremecer, a cada passo que dou minhas pernas parecem ficar moles como se fossem gelatina, continuo com essa sensação por mais uns 10 segundos até que não vejo mais nada, não sinto mais nada, e não sei de mais nada.



Acordo depois de um tempo, o qual parece ter sido dias. Percebo que estou deitada sobre um sofá, olho em volta e dou um pulo quando não reconheço o local. Um homem magro entra no quarto, parece jovem, aproximadamente uns 18 anos, tento falar alguma coisa, me levantar do sofá, mas meu corpo não reage a nenhum dos meus comandos, estou com um sentimento estranho que não consigo reconhecer, acho que é medo.
 — Oi — ele diz e sorri. — Meu nome é Diogo, encontrei você desmaiada no chão e trouxe para minha casa. Sou novo na rua — Não sei o que dizer, pareço aflita e acho que ele percebe isso. — Não se preocupe, já chamei um médico.
 — Não precisa, eu vou para casa — falo apressada mesmo sem saber exatamente onde se localiza esse edifício, finalmente meu corpo parece reagir e consigo me levantar. Sinto uma leve tontura, meus pés falham e sinto que vou cair, me apoio no sofá até recuperar o equilíbrio. Reparo que ele me olha com um grande sorriso no rosto. —Você está zombando de mim? — falo com um tom irritado. Começo a caminhar em direção à porta que me parece a saída, mas ele agarra meu pulso quando passo por ele. Esse cara é maluco?
 —Me larga — grito. Corro até a porta, abrindo-a com força e dou de cara com a porta do meu apartamento que é decorada com adesivos (impossível não reconhecer a minha porta).
Sinto uma lagrima rolar pelo meu rosto, por que estou chorando? Suponho que seja irritação.  
 — Ótimo, somos vizinhos - Bufo ao terminar a frase.
 — Desculpa, não quis assustar você, apenas fiquei preocupado — ele responde, e eu tento disfarçar a minha vontade de rir.
 — Preocupado? Você nem me conhece! — Ele continua com aquele sorriso no rosto, não entendo qual é a desse cara.
 —Não é todo dia que encontro alguém desmaiada por estar bêbada — Percebo a calma na voz dele, e mais alguma coisa... Decepção?  Sinto-me culpada por estar sendo tão grossa.
 — Tudo bem, não precisa se desculpar, só cancele o medico ou o que você chamou. Eu estou bem. — falo pegando a chave do meu bolso e destrancando a porta. Realmente me sinto bem melhor, e no fundo estou grata por ele ter me ajudado ou sabe lá o que poderia ter acontecido comigo, mas não falo isso a ele.
— Agora que somos vizinhos, podemos nos conhecer melhor — ouço-o falar, olho para ele com um sorriso forçado e entro em casa fechando a porta atrás de mim. Escoro-me na porta e solto uma gargalhada. Por que um cara bonito que nem conheço tentou me ajudar. “Cara bonito”, essas palavras vem a minha cabeça, por que estou pensando assim de alguém? Ainda mais de alguém que acabei de conhecer e só sei seu nome. Espera, eu nem me apresentei... Dane-se, bufo espantando esses pensamentos da minha cabeça.



Vejo o dia amanhecer. Por que diabos eu fui escolher o turno da manhã para estudar? A vantagem é tomar aquele delicioso café que compro na lanchonete da faculdade.
Levanto-me da cama e vou logo para o chuveiro, o que me ajuda a acordar. Não faz muito frio, então visto uma calça jeans escura e uma regata branca, roupa que provavelmente vou continuar usando no meu estagio durante a tarde. Arrumo meus materiais dentro da minha bolsa e saio do prédio em direção ao carro. Bem, era o que eu pretendia.
 —Bom dia — ouço Diogo me cumprimentar quando eu estava quase abrindo meu carro.
 —Bom dia — deixo bem claro a minha má vontade de respondê-lo.
 —Nem pude perguntar seu nome ontem — Ele abre um sorriso ao pronunciar essas palavras.
 —Michele — Outro sorriso. Meu Deus, por que sorri tanto? — Preciso ir, já estou atrasada.
 Entro no carro e dou partida o mais rápido possível para não precisar perder meu tempo conversando com alguém que nem conheço direito.



Quando chego à faculdade tudo parece normal, como sempre está. Respiro fundo absorvendo o ar fresco e aprecio o cheiro das flores que tem em todo lugar aqui, o que me traz calma. Sinto falta do meu café, então vou busca-lo. A lanchonete não fica muito longe da minha sala, e estou uns bons minutos adiantada então posso tomar meu café com calma.
Quase caio de costa ao entrar na lanchonete. Lá está Diogo, sentando onde eu costumo sentar bebericando um café e lendo seu jornal. Pelo menos está sério dessa vez. Passo reto por ele, que me vê e sorri. Eu, é claro, não retribuo o sorriso e me sento do outro lado do local, evitando-o o máximo possível e fico torcendo para ele não vir falar comigo. Felizmente ele não faz isso, e não posso evitar pensar se ele tem alguma matéria comigo.
Compro meu café e saio da lanchonete pensando nisso e ao mesmo tempo tentando enviar para longe esse pensamento quando me assusto com uma voz atrás de mim.
— Oi, menina bêbada. — Seguro um palavrão.
— Eu não sou bêbada, não me chame assim! — retruco quase gritando.
— Tudo bem, mas só vou acreditar nisso não te encontrar desmaiada de novo.
— Como você sabia que eu estava bêbada? — pergunto. Por que estou falando com esse cara?
— Encontrei umas pessoas que falaram serem seus amigos e avisaram que isso sempre acontece, falei para eles que iria cuidar de você. — Ele abre um sorriso.
Ah, meus amigos... Olho para ele e saio andando em direção a minha sala, deixando-o ali sozinho.









31 comentários:

  1. Oi.
    Interessante a sua história. Vou acompanhar para ler o desenrolar dela.
    Beijos.

    Fantástica Ficção

    ResponderExcluir
  2. Parabéns Ally, seu conto nos deixa com vontade de quero mais ♥

    ResponderExcluir
  3. Adorei o texto <3 você escreve super bem.. fiquei bem curiosa pra saber o desfecho.
    Adorei seu blog está lindo <3
    Beijos

    ResponderExcluir
  4. A história promete. Vamos acompanhar para ver o desenvolvimento da trama. Parabéns!

    ResponderExcluir
  5. Olá, tudo bom? Continue escrevendo, gostei da tua escrita!
    Beijos, Yasmim.

    Blog: http://literarte.blog.br
    Insta: instagram.com/blogliterarte

    ResponderExcluir
  6. Já estou prevendo que vou acabar tendo um amor platônico pelo Diogo, rs. Fiquei curiosa agora 🙁, quero mais capítulos, preciso saber como termina, rs.
    Parabéns pelo post!
    Bjo
    ~ Danii
    clubedofarol.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Diogo é um amorzinho mesmo haha em breve terá mais. Obrigada ♥

      Excluir
  7. Vou acompanhar para saber o restante, estou curiosa e desejo a você muito sucesso !

    ResponderExcluir
  8. Ahhh... adorei! Quero muito acompanhar essa história de Michele e Diogo!!! Agora, que amigos esses da Michele, hein? Queimação grande de filme 😔. Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ihh você ainda não viu nada sobre esses amigos hein haha obrigada ♥

      Excluir
  9. Adorei o post, você escreve super bem, vou acompanhar essa história, bjão e bom fim de semana..

    ResponderExcluir
  10. Confesso que gostei e espero ansiosamente pela continuação.

    Bjs
    Suka
    http://www.suka-p.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  11. Aiiiii... Adorei... Cadê a continuação? Preciso! Quero saber o que vai acontecer, e você me deixou agora super curiosa. 😨
    Você escreve muito bem, parabéns!!! 😘

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Logo logo sai a continuação haha obrigada!!! ♥

      Excluir
  12. Oiii olha adorei O texto, sinto que a história promete, vou acompanhar mais, você escreve bem, parabéns e 💋💋

    ResponderExcluir
  13. Olá, curti muito a disposição do texto, as acentuações e parágrafos, ajudam a uma leitura mais uniforme e não cansam. Eu curto mais ter a história inteira nas mãos mas não que ache ruim a proposta.. tipo com a Nora.. gente que aflição esperar o próximo livro. Mas parabéns pelo texto!! Sucesso nessa caminhada!! ~Elis Blog Pretenses

    ResponderExcluir
  14. A história me cativou desde o começo. Vou continuar acompanhando para ver mais. Bjs!!

    ResponderExcluir

© Amor Literário - 2016 | Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento por: Jaque Design | Tecnologia do Blogger.
imagem-logo